Psywar - Psicologia aplicada a estratégia bélica
Março 10, 2008Não se vence uma guerra apenas com o uso de armas. Propaganda, terror psicológico e disseminação de falsas informações são elementos que podem alterar os rumos de um conflito.
Não pretendo fazer um estudo avançado sobre o tema, mas creio que citar alguns exemplos seriam de bom tom para ilustrar um pouco do assunto.
- Durante suas campanhas de expansão, ao capitularem uma vila, os homens de Gengis Khan massacravam todos os sobreviventes e incendiavam todas as casas e instalações. Desta forma, ao sitiarem alguma cidade importante, de relevância estratégica para a manutenção do império Mongol, os governantes e habitantes já sabiam que se eles não se rendessem à capitulação, aconteceria o mesmo àquela cidade. Sendo assim, muitas vilas e cidades se rendiam e eram anexadas ao império Mongol, sem haver derramamento de sangue. As cidades e vilas “desnecessárias” eram destruídas para reforçar o terror psicológico.
- Durante as invasões do império Otomano, por volta de 1462, o príncipe da Wallachia (”Valáquia” - um reino que fazia parte do Império Húngaro, e hoje corresponde a uma porção da Romênia) , Vlad Tepes (ou Vlad III) empalava os soldados otomanos pela estrada principal de acesso ao seu reino. A estrada ficou tão repleta de corpos empalados que tamanho terror psicológico conteve o avanço de uma campanha contra o império Húngaro, com a retirada das tropas otomanas, do sultão Mehmed II. Além da importância histórica, o ocorrido inspirou os contos de Bram Stoker - Drácula.
- Durante a Segunda Guerra Mundial, o General americano George Patton comandou um exército de dummies que supostamente invadiria a França pela Pas-de-Calais (uma província ao norte da França), confundindo as tropas inimigas. Lançando falsos sinais e informações via rádio, ele fez com que os alemães interceptassem seu plano de invasão e mobilizassem suas tropas para o local. No dia seguinte, o Dia-D, a invasão se deu pela Normandia que, apesar de bem fortificada, estava desguarnecida o suficiente para a entrada das forças aliadas.
- Uma interessante combinação de terror psicológico e armas alternativas foi durante a Guerra do Paraguai. Nosso ilustre Comandante da Tríplice Aliança e atual patrono do Exército Brasileiro, Duque de Caxias, jogou cadáveres de soldados contaminados por Cólera no Rio Paraná. Além de se tornar um rio de sangue e restos mortais, que aterrorizava a população ribeirinha das cidades que ofereciam resistência, a Cólera se alastrava entre as cidades, dizimando a população e enfraquecendo suas tropas.
Exemplos interessantes não faltam. Hoje em dia psywar e infowar são conceitos amplamente utilizados pelo exército Norte-Americano. Minha intenção não é a de me aprofundar nestes estudos, como já mencionei anteriormente. Apenas uma citação para diversificar o conteúdo do blog e torná-lo menos “press release”.
Escrito por Davi Bottini